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Jovens cinéfilos abraçam tecnologia para fazer arte

O primeiro curso universitário de Cinema Digital do Brasil está bem próximo, em São Bernardo. A Universidade Metodista de São Paulo aumentou sua grade em 2006, com a criação do curso de bacharelado, com quatro anos de duração. Mesmo ainda em fase de experimentação, a primeira turma, que está no terceiro ano, já consegue percorrer os caminhos do cinema com as próprias pernas.

Com muitas facilidades tecnológicas, ainda no segundo ano, seis alunos da turma formaram a cooperativa Controle Remoto Filmes. Murilo Costa, Bruno Graziano, Bruno Dias, Everton Oliveira, Rafael Mattielo e Cléber Isler se juntaram para participar de um concurso. O objetivo era produzir uma história paralela ao filme “Saneamento básico”, do Jorge Furtado, com o tema “O sonho do ovo”.

Com os equipamentos da faculdade e captação própria de recursos para a produção, o grupo conseguiu o primeiro lugar,com o prêmio de R$4 mil pelo curta “Cinema, ovos e cerveja”. “A gente gravou com uma câmera mini-DV e a luz não ficou aquelas coisas, mas o roteiro estava muito bem trabalhado e foi o que o Furtado mais elogiou”, conta Murilo Soares, um dos jovens cineastas.

O dinheiro foi dividido entre o grupo e o que sobrou foi usado na produção dos outros dois curtas-metragens, “Era uma quinta-feira” e “Eu estou aqui”, este último recentemente premiado pela 5ª Mostra PUC-Rio. Além disso, a produção de um videoclipe do grupo de rock Granada, “Diária.Mente”, rendeu aparições em programas musicais da televisão. O grupo pretende montar uma produtora quando terminar o curso, no final de 2009. “Estamos primeiro formando um portifólio. Com o tempo, vamos nos tornando mais profissionais”, explicou Murilo.

O que diferencia o curso de cinema digital da Metodista para os outros é o olhar nas futuras tecnologias. A estrutura que a universidade dispõe é constituída de ilhas de edição, estúdios, iluminação, grua eletrônica, câmeras de alta resolução e outros equipamentos de ultima geração. Não é à toa que o curso é um dos mais caros: são mais de R$1.200.

Outra diferença é o grande volume de produção audiovisual. De acordo com o coordenador do curso, o professor José Augusto de Blasiis, a intenção é filmar mais de 70 produtos nos quatro anos de curso. “Sempre observei que se produzia pouco nos bacharelados de cinema, e parte disso era pelo preconceito de ter que filmar em película”, explicou.

O que facilita a produção em massa é o fato do curso ter grandes parceiros, como por exemplo, na locação de equipamentos. “Não vale a pena hoje investir em captação de película quando se está transitando fortemente para o digital, mas ao mesmo tempo não vale a pena não ensinar”, explicou. Apesar de muita produção, a teoria não foi esquecida. “Procuramos a mistura equilibrada”, disse o coordenador.

fonte: Jornal ABCD Maior

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  1. From Ovacionados : Blog dos Alunos da Metô | out 13, 2008

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