Guerra das mensalidades
By Giselle on out 8, 2008 in Uncategorized
Uma mudança do Ministério da Educação na regra de transferência de alunos acirrou a batalha entre universidades particulares por novas matrículas. Atraídas por descontos expressivos e mensalidades mais baratas, turmas inteiras chegam a mudar de universidade. Em reação, instituições que perderam alunos estão revendo as suas políticas de preços na tentativa de evitar mais baixas.
A guerra foi deflagrada a partir da modificação na portaria 230 do MEC, segundo a qual o aluno não precisa mais pagar duas matrículas – uma na universidade que deixou e outra naquela para a qual irá se transferir – se quiser mudar de instituição. Agora, basta pagar a matrícula na nova instituição.
Para Fabiola Adami, pró-reitora acadêmica da Unib, as transferências não são reflexo da medida do MEC. A Unib teve nota 2 em avaliação do MEC –a pontuação vai de 1 a 5.
Na Unisa, que também tem nota 2 no MEC, quando questionado se é possível ter preço mais baixo para um grupo de transferências, um funcionário orienta o aluno a falar pessoalmente com o coordenador do curso, porque “geralmente são abertas negociações”.
A Unip (Universidade Paulista), nota 3 no MEC, oferece desconto para alunos de outras instituições. Quem abandona a concorrência paga só a mensalidade equivalente ao curso de primeiro semestre, mais barato, durante meio ano.
A UniABC, outra a obter nota 2 no MEC, ainda não tem a promoção. Mas a Folha apurou que o desconto de transferência passará a ser aplicado no próximo ano.
trecho de reportagem da Folha Online










demetrio | out 8, 2008 | Reply
Também não sou a favor dessa prostituição no mercado de educação provada, mas acho que os alunos são movidos pela necessidade, isso às vezes impede a predominância do lado racional.
Acho também que a Metô poderia estudar formas alternativas de ajudar os alunos a reduzir o valor da mensalidade.
Monitoria, prestação de serviços comunitários e produção de produtos populares para venda no próprio campus são boas idéias pra isso.
O estudo e a presença na universidade poderiam assim ter suas formas de monetização de apoio.