Diploma de jornalismo ainda é útil no mercado
By Sergio on jul 2, 2009 in jornalismo & comunicação
“Em primeiro lugar, devo esclarecer que eu simplesmente não posso ser a favor da exigência de diploma em jornalismo, ou de qualquer diploma, para o exercício da profissão de jornalista. Simplesmente, porque sou jornalista profissional há 49 anos, tendo apenas o diploma do secundário, pois não terminei o curso de Ciências Sociais na USP.”
Em segundo lugar, acho – é claro que não sei se tenho razão – que está havendo muito mais receios, entre os que têm diploma, ou estão cursando jornalismo, ou hesitam em fazer o curso, do que a realidade justifica. Na prática, acho que é como se apenas tivesse sido referendada uma prática que já existia: já pululavam nas redações, em especial nas pequenas redações, mas também nas grandes, os profissionais não diplomados.
Finalmente, acho que, nas empresas em que o jornalismo é levado mais a sério, os diplomados em jornalismo continuarão sendo preferidos. Nos Estados Unidos, por exemplo, não existe obrigação de diploma, mas as empresas jornalísticas dão preferência a diplomados em jornalismo na hora das contratações.
Certamente os não-diplomados vão ocupar parte das vagas antes reservadas a diplomados, como já ocupam, mas não devem ser os maiores números de vagas, muito menos entre as melhores vagas. O problema maior é que as condições do mercado já eram muito desfavoráveis aos jorna-listas, diplomados ou não. Na fase do diploma obrigatório, não houve uma greve tão vitoriosa como a de 1961, nem um boom de salários como o da passagem dos anos 1960 para 1970.
É claro que posso estar enganado.
Renato Pompeu, editor especial da revista Caros Amigos.











