Um pintor do cotidiano
By Sergio on jul 5, 2009 in letras & artes
Se Tim Burton, cineasta americano, ilustrasse o dia de nascimento de Xico Sá, Santana do Cariri, no Ceará, teria um céu nebuloso. Trovões. Relâmpagos. Chuva ácida corroendo as inúmeras casas de taipa. Um dilúvio. Sem mais delongas, seria o espetáculo obscuro da natureza. Impossível. Em 6 de outubro de 1963, Burton era apenas um menino com cinco anos de idade. Ainda bem que no Cariri o sol é quente, perene…
Xico Sá é filósofo. Não por formação, mas, sim, por fotografar o cotidiano. A morte, a vida, o ódio, o amor, a paz, ou a guerra são temas fáceis para ele. Difícil mesmo é classificar a ordem entre jornalista, escritor e boêmio. Simplista, com pensamentos tão velozes que deixariam Michael Schumacher desconcertado, Xico é dono de uma língua praticamente cáustica, capaz de causar mal-estar em uns, e despertar paixão em muitos de seus leitores. Frequentador assíduo de bairros célebres pela noitada, como Vila Madalena e Rua Augusta, ele revive, nos bares, uma época primordial, a qual os profissionais da informação discutiam pautas no calor e barulho dos botecos. Leia +.
fonte: blog Nosso mundo imundo












